segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

       É o sono que se mistura com a ansiedade e com a vontade de ter tudo de uma só vez. De te ter. A vontade de descobrir os cheiros. As pálpebras vão pesando enquanto o ar condicionado gela as minhas costas, a minha camisa molhada de suor. Escorreram pelos meus poros, enquanto andava no sol quente, todas as minhas vontades de gritar e jogar fora. Agora gelam e misturam-se ao tecido preto listrado.
       Eu queria entender, de verdade, o porquê é tão difícil entender que eu não quero essa vida de trabalho comum. De passar o dia sentado olhando para um computador. Eu não consigo. Simplesmente não é o que eu quero para mim. Eu quero chegar em casa, deitar no chão do meu quarto, fechar os olhos e imaginar e escrever e criar. É isso. Não existe essa necessidade de dizer para alguém que eu sou alguma coisa da qual se tenha orgulho. Eu nunca fiz questão dessa merda. Eu só quero sentir realizado e feliz. Mesmo que esteja sozinho no meu canto, com uma garrafa de uma bebida qualquer que me agrade. Agora você diz: precisa desse álcool todo? Precisa. Por enquanto precisa. Sabe quando você solta sua raiva toda em alguém e faz essa pessoa se sentir tão merda quanto você? Eu prefiro descontar em mim mesmo. E não vem com mimimi de que eu sou grosso. Sou porque fui crescendo assim. E ninguém sabe o quanto eu tento me livrar dessa merda de irritação repentina com tudo e todos.

        Enfim... se aqui antes não seria o local apropriado para eu derramar as coisas que passam pela minha cabeça em um momento de superaquecimento da mesma, agora já era. Já foi, já ta postado, já foi lido. É “tudo” isso e mais um monte. 

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